Amor sem fim

A flor mais formosa que vive no meu jardim.

Aquela que recebe toda e qualquer pessoa com um belo jantar, lanche da tarde ou um delicioso almoço. Se não repetir, não gostou. Literalmente tempera tudo com o mais nobre amor.

Me marca em publicações como curso de yoga, benefícios da maçã ou conselhos amorosos e escreve “manda pro seu amigo”, já que se preocupa com cada pessoa que passa pelo meu jardim.

Lembra do meu casaco, do meu médico, da minha meia; e ameaça catástrofes como gripes e cólicas. Sempre que elas acontecem e sou abatida, faz aquela canjinha, aquele carinho.

Morde minha cabeça, aperta, briga; me trata como se eu tivesse 7 anos, e as vezes eu gostaria de ter, pra conviver mais anos ainda com ela.

Entende de gastronomia, jardinagem, direito, psicologia, astrologia, medicina, qualquer área da ciência; e não adianta discutir, acho que tem um botãozinho que a faz assim.

Dá palpite na cor do meu cabelo, na minha barriga, nas minhas amigas, na bota nova e no casaco velho. Cada palpite seu deveria ser guardado numa caixinha, pra eu relembrar um a um, quando qualquer aflição me atingisse.

Me conhece como a palma da sua mão; sabe de cada cantinho do meu gramado. Já viu lágrimas, risadas, dores e alegrias; procurou entender cada uma, grande ou pequena, pois era em mim.

Quis matar meninos, apagar amigas, me dar o mundo e curar todas as feridas.

Poderia falar dessa milagrosa florzinha por todo o meu dia, e ainda me faltaria tempo pra dizer que é o amor da minha vida. Feliz dia das mães, minha rainha!

Vivian Rabello

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